Barca d’Alva: Magia às Margens do Douro


A história dos cruzeiros em Barca d’Alva está intrinsecamente ligada ao Rio Douro, sendo uma vila ribeirinha pitoresca que funciona como uma porta de entrada para experiências de cruzeiro fluvial na região, próxima à fronteira com Espanha. A vila oferece acesso a experiências deslumbrantes no Douro, e é a última paragem para muitos cruzeiros antes de entrarem no país vizinho.

Barca d’Alva situa-se na margem esquerda do Rio Douro e pertencente à freguesia de Escalhão, Município de Figueira de Castelo Rodrigo, situada no Norte do distrito da Guarda, e inserida no Parque Natural do Douro Internacional. Junto à aldeia situa-se a fronteira com Espanha, aqui definida pelo curso dos rios Águeda e Douro.

Barca d’Alva desenvolveu-se com a construção da Linha do Douro no século XIX e consequente ligação ferroviária a Espanha (estação da Fregeneda) que permitia uma ligação ao resto da Europa. Com o encerramento da estação, Barca D’Alva teve um impacto significativo na região, que perdeu parte do seu fluxo de turismo e comércio.

Com a construção de cais para os navios de cruzeiro atracarem, Barca D’Alva teve um impacto significativo no aumento de turistas que chegam à região, proporcionando uma experiência cultural imersiva aos visitantes que exploram as paisagens, as vinhas, as aldeias locais, o património histórico, a gastronomia e a produção de vinho da região, sendo impacto dos cruzeiros muito positivo, pois transforma Barca d’Alva num ponto de interesse turístico central para a exploração do Douro e das suas riquezas culturais e enológicas.

A melhor época para visitar Barca da Alva é entre os meses de Abril e Outubro. Durante a Primavera, as paisagens são especialmente bonitas, com os campos de vinhas em flor e uma vegetação verdejante que se estende pelas colinas. No Outono, o Douro ganha tons dourados e castanhos, criando um cenário idílico para quem procura relaxar e desfrutar de um cruzeiro calmo pelas águas do rio Douro.

Entre finais de fevereiro e inícios de março, a aldeia veste-se de branco e rosa claro, com o desabrochar das amendoeiras, sendo por esta altura que se celebra a Festa do Almendro (Festa da Flor da Amendoeira), uma tradição com mais de 70 anos e que salta as margens do Douro para territórios espanhóis.

Estação Barca D´Alva

A estação de Barca D’Alva Localizada no Parque Natural das Arribas do Douro, esteve em funcionamento entre 1887 e 1988. A estação fronteiriça de Barca D’Alva tinha para além das funções normais um posto aduaneiro, guarda fiscal e um hotel.

Atualmente a estação de Barca D´Alva é um edifício histórico e abandonado, que funcionou como uma importante paragem do comboio entre a cidade do Porto e a cidade de Paris. Atualmente a estação encontra-se encerrada ao tráfego desde 1987, sendo que a estação é hoje um ponto de partida para a “Rota dos Túneis”

Hoje, a estação de Barca D’Alva permanece como um símbolo da história da vila, atraindo visitantes interessados na sua arquitetura e no seu valor patrimonial. A estação continua a ser um local de grande interesse, com muitos turistas a aproveitarem para tirar fotografias e explorar a sua envolvência.

Cais de cruzeiros

O cais de cruzeiros moderno em Barca d’Alva é uma consequência da criação das barragens do Douro, que tornaram o rio navegável, com a Barragem do Pocinho, a mais a montante, inaugurada em 1982, sendo a última para cruzeiros subirem até Barca d’Alva. Com a construção das infraestruturas que permitiu a atracagem de navios de cruzeiro, tornou-se um ponto de paragem para os navios de cruzeiro, que navegam no Rio Douro.

Atualmente, os cruzeiros no Rio Douro são o principal meio de transporte fluvial, levando turistas à vila e proporcionando uma experiência única.

Durante a estadia dos turistas quando estão atracados em Barca d’Alva tem a oportunidade de visitar as localidade de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada a Cinta, Poiares, Escalhão e Salamanca ou então fazer um percurso a pé na rota dos tuneis bem como os miradouros onde se pode observar a vasta paisagem que compõem o douro internacional e flora e fauna

Figueira de Castelo Rodrigo

Inserido no coração da região do Riba Côa, o Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, apresenta grande riqueza de património edificado, onde assume papel de destaque Castelo Rodrigo, uma das mais belas e marcantes Aldeias Históricas de Portugal, que, durante mais de 600 anos, foi centro de poder local e palco de grandes acontecimentos históricos.

Com um encanto próprio entre as Aldeias Históricas de Portugal, e também uma das 7 Maravilhas de Portugal, Castelo Rodrigo surpreende por constituir um genuíno complexo monumental que testemunha o período medieval, conservando ainda hoje importantes vestígios: as ruínas do Palácio de Cristóvão de Moura, o Pelourinho quinhentista, a Igreja Matriz, a Cisterna Medieval e outras marcas que atestam a presença de antigas comunidades judaicas na aldeia.

Escalhão

A Freguesia de Escalhão fica situada a 8 km da sede do Concelho, num planalto de onde se vislumbram largos horizontes. Foi ao longo dos tempos terra importante deste Concelho, devido à sua grande riqueza económica e humana.

O Visitante pode visitar a Igreja Matriz, assemelha-se a uma austera fortaleza, de linhas robustas e comprida é datada do séc. XVI. A parte frontal do templo e a torre do relógio supõe-se que sejam restos de um antigo castelo medieval. De realçar a capela-mor coberta por abóbada artesoada e a talha dourada dos altares. Foi Classificada como Imóvel de Interesse Público em 1978

Numa das praças da localidade, podemos ver o Cruzeiro (monumento de pedra), na celebração dos centenários da Fundação e Restauração de Portugal, em 1940, à semelhança do que aconteceu noutras freguesias do Concelho, foi erguido um cruzeiro, benzido e inaugurado a 14 de julho desse mesmo ano.

Poiares

Ao visitar a aldeia de Poiares. O visitante depara-se com um aldeia onde as casas tradicionais são feitas de xisto.

Mas há muitos mais motivos para conhecer esta povoação situada em pleno Parque Natural do Douro Internacional, num enquadramento paisagístico de tirar o fôlego, sendo particularmente atrativa é a calçada romana de Alpajares, que em tempos se estendia por uma ponte de construção tão arrojada que durante muito tempo o povo a considerou executada pelo Diabo. Destruída a ponte pela força das águas, a lenda permanece e também as pedras da calçada, junto à qual se ergue a Fraga do Gato, famosa por pinturas rupestres do Paleolítico como aquela que a uns lembra um felino e, a outros, uma lontra.

Freixo Espada a Cinta

Freixo de Espada à Cinta é uma vila raiana portuguesa localizada na sub-região do Douro, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Bragança.

origem da Vila de Freixo de Espada à Cinta perde-se nas brumas dos tempos estando a sua fundação e toponímia encobertas pela nebelina que sempre envolvem as lendas. Todavia vários historiadores afirmam que os Narbassos, povo ibérico pré-romano mencionado por Ptolomeu, habitavam toda esta zona da Península, pressupondo-se assim a existência desta povoação anterior à fundação do Reino de Portugal.

O turista ao percorrer a aldeia, pode deslombar-se no seu olhar, nos monumentos existentes, como a Torre Heptagonal, Pelourinho de Freixo de Espada à Cinta, Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta, Centro Histórico, entre outros

Salamanca

Salamanca, situada no noroeste da Espanha, é a capital da província de mesmo nome, parte da região de Castela e Leão. Com uma história que remonta à era celta, a cidade é conhecida pela elaborada arquitetura em arenito e pela Universidade de Salamanca. Fundada no século XII e importante centro intelectual nos séculos XV e XVI, a universidade continua contribuindo para a agitação da cidade com sua população de estudantes internacionais.

Rota dos Tuneis

Rota dos Túneis e Pontes da Linha do Douro, um extraordinário trilho pedestre pela abandonada linha férrea entre La Fregeneda (Espanha) e Barca d’Alva (Portugal), em pleno Parque Natural das Arribas do Douro, o congénere espanhol do Douro Internacional.

São os últimos 17 km da antiga, e atualmente abandonada, linha do Douro que unia Salamanca a Barca d’Alva e posteriormente ao Porto. Uma verdadeira obra-prima da engenharia industrial e ferroviária que presentemente só se encontra ativa entre a estação de Pocinho e a cidade do Porto.

Ao longo do percurso do Camino de Hierro, que acompanha o rio Águeda até à sua foz no Douro, irá atravessar 20 túneis, o maior dos quais com quase 1600 metros de extensão, e transpor 10 vertiginosas pontes metálicas, algumas delas feitas pela escola de Eiffel. Sempre na companhia de paisagens panorâmicas de cortar a respiração sobre as escarpadas falésias do Parque Natural das Arribas do Douro.

Miradouro Alto da Sapinha

Miradouro entre a estrada de Figueira de Castelo Rodrigo e Barca d’Alva. É um miradouro de paragem obrigatória, com uma vista fantástica, que nos permite sentir tranquilidade e observar várias aves de rapina.

A vista do miradouro da Sapinha em março é fabulosa devido à flor das amendoeiras e ao brilho dos rios Douro e Águeda, no vale profundo, em frente de Barca d’Alva. No restantes meses é enganadora. O brilho da natureza ofusca o esquecimento.

Miradouro Penedo Durão

Considerado o mais antigo miradouro existente na vasta zona que compõem a paisagem, o miradouro do Penedo Durão situa na margem direita do Douro, entre Poiares e a sede de Concelho, ergue-se a uma altura de 727m, ao nível do mar, de onde colhemos uma assombrosa vista para o Douro, que aqui é Internacional, barragem espanhola de Saucelle, foz do rio Huebra (Província de Salamanca), e para o povoamento de olivais, vinhas e amendoais, que reforçam uma envolvência absolutamente natural.

O Penedo Durão é enorme rochedo que se ergue sobre a margem direita do rio Douro. No seu topo existe um miradouro que, para além das excelentes vistas que oferece, constitui um local privilegiado de observação de aves, destacando-se o grifo e, na Primavera, o abutre-do-egipto. Também o falcão-peregrino é observado com regularidade neste local.

Visitar Barca d’Alva é mergulhar numa experiência única, onde o tempo parece correr mais devagar e cada paisagem conta uma história. É o lugar ideal para quem procura autenticidade, beleza e silêncio, no coração de uma das regiões mais fascinantes da Europa.

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Rui Minas

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