Cunard: O entretenimento torna-se protagonista
O ano de 2026 confirma-se como um ano extraordinário para Cunard, que decidiu redefinir o conceito de entretenimento no mar, transformando cada Travessia Transatlântica numa experiência cultural única.
A bordo do Queen Mary 2, a companhia britânica reforça a sua identidade ao unir tradição, elegância e conteúdos de altíssimo nível. Entre os eventos já realizados, o London Theatre at Sea destacou-se como um dos momentos mais icónicos da temporada. Em colaboração com os Laurence Olivier Awards e com curadoria de Julian Bird, a Cunard levou ao meio do Atlântico o melhor do teatro do West End londrino. Não se tratou apenas de espetáculos, mas de uma experiência imersiva e abrangente: a viagem-evento, iniciada a 22 de maio, ofereceu performances ao vivo, momentos de canto coral e encontros exclusivos nos bastidores, permitindo aos hóspedes entrar no coração da produção teatral internacional.
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A tornar esta travessia ainda mais especial esteve The Oliviers in Concert, um espetáculo único criado para celebrar os 50 anos dos Laurence Olivier Awards, acompanhado pela orquestra do Royal Court Theatre. O programa foi enriquecido com workshops interativos, concebidos para envolver diretamente os hóspedes, e com uma noite de gala em pleno estilo teatral, com passadeira vermelha e a possibilidade de serem fotografados ao lado de um verdadeiro prémio Olivier. Um conjunto de experiências que transformou a travessia num verdadeiro festival de teatro no mar. Na sequência, a estreia em alto-mar de The Constant Wife confirmou de forma ainda mais forte esta direção. Cunard renovou a sua colaboração com David Pugh, produtor vencedor dos prémios Olivier e Tony, levando a bordo a nova produção da Royal Shakespeare Company, que estreou a 29 de maio durante a sua digressão no Reino Unido.
A comédia, escrita pela premiada Laura Wade e interpretada por Kara Tointon, combina elegância e modernidade, oferecendo uma narrativa brilhante e contemporânea. A produção é ainda enriquecida pelas composições originais do reconhecido artista de jazz Jamie Cullum, que acrescentam profundidade e carácter ao espetáculo. Trata-se de um exemplo concreto de como a Cunard consegue levar para o mar produções teatrais de altíssimo nível, mantendo padrões de qualidade comparáveis aos dos mais importantes palcos internacionais e transformando a travessia numa experiência cultural completa.
Estes eventos, no entanto, são apenas o início de um calendário muito mais amplo. Nos próximos meses, o programa continuará com novos destaques: a 5 de setembro, o maestro Anthony Inglis dirigirá a National Symphony Orchestra em dois concertos noturnos a bordo do Queen Mary 2, proporcionando uma experiência musical imersiva e de altíssimo nível. Não se tratará apenas de assistir a um concerto, mas de viver a música na primeira pessoa: os hóspedes poderão participar em encontros dedicados, sessões de perguntas e respostas e até juntar-se ao coro de bordo, preparando ao longo da semana uma atuação em conjunto com a orquestra.
Cunard QM2 Royal Court Theatre
Private Peaceful
Em paralelo, a celebração da histórica 450.ª travessia transatlântica representará uma verdadeira viagem à memória da companhia. Com “The 450 Club: Celebrate the Transatlantic,” criado pela companhia de teatro Immersive Octopus, os hóspedes serão envolvidos num programa imersivo que revisita os momentos mais icónicos da história da Cunard: desde as primeiras atuações de Noël Coward até à coragem de Arthur Rostron durante o RMS Titanic sinking. A experiência será enriquecida pelo regresso do histórico jornal de bordo Ocean Times, por visitas aos bastidores, encontros com historiadores marítimos e um jantar de gala comemorativo, acompanhado por espetáculos e momentos interativos. Um conjunto de iniciativas que transforma a travessia numa narrativa viva, capaz de unir entretenimento, cultura e memória histórica.
Também não faltará o Literature Festival at Sea, com início a 28 de novembro, um dos eventos mais aguardados pelos amantes da cultura e da narrativa. Realizado em parceria com o Cheltenham Literature Festival e com curadoria de The Times e The Sunday Times, o festival reunirá a bordo autores, jornalistas, historiadores e críticos durante uma semana inteira dedicada à narrativa em todas as suas formas. Os hóspedes poderão participar em encontros intimistas, eventos temáticos e sessões de autógrafos, transformando o navio num verdadeiro salão literário em movimento.
Para completar a oferta, a Cunard apresentará ainda, em viagens selecionadas, residências artísticas exclusivas, abrangendo musicais, ópera, comédia e teatro imersivo. Entre os espetáculos em cartaz destacam-se produções de elevada qualidade como Jimmy de Adam Riches, It’s a Mystery! de Tim Benzie, A Room of One’s Own de Dyad Productions, Private Peaceful de Michael Morpurgo e a comédia do West End The Last Laugh.
The Last Laugh 2 (landscape)
NSO
O programa de 2026 é ainda enriquecido pela presença de mais de 680 oradores provenientes de diversas áreas, contribuindo para a criação de uma oferta cultural ampla e diversificada. Entre os nomes de destaque figuram Celia Imrie, Floella Benjamin, Tony Robinson e Andrew Strauss, confirmando o compromisso da companhia em oferecer conteúdos de elevado nível capazes de envolver um público internacional.
O programa de 2026 da Cunard não é simplesmente um calendário de eventos, mas uma estratégia clara: tornar a própria viagem o centro da experiência. Apostando em conteúdos culturais de alto nível e em colaborações de prestígio, a companhia redefine o conceito de entretenimento em alto-mar, oferecendo algo que vai muito além do espetáculo tradicional de cruzeiro.
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